terça-feira, 4 de agosto de 2015

Um Pakaloco e um amor, coloca na conta por favor...

Carta para um amigo em especial: Em um dia ruim, uma viagem chuvosa e um Pakaloco na mão a gente foi conversar, abrir o coração entre lagrimas e goles. Rodando as ruas de São Sebá ele me mostrou que mesmo alcoolizado, ainda dá pra ser poeta. Me apaixonei pela pessoa que andava a minha esquerda, compreendendo meu transbordar, porque de fato, ele entenderia aquilo. Ele me entende. E eu não entendia, como alguém com a alma dançante não acreditava em sua essência, o amor.

Entre "É foda" e segredos te disse que um dia ele bateria em sua porta, como um carteiro que traz uma encomenda da china, o amor bateria em sua porta. E bateu, não?
O que eu mais admiro em você é seu sorriso, não que ele seja do tipo Colgate, isso quem tem é o gato do meu namorado rs, admiro a persistência que ele tem de insistir em aparecer, mesmo ao ato de segurar uma lagrima, ele insiste em aparecer.
E para você, a quem o carteiro trouxe a encomenda da China, aquela esperada, aguardada ansiosamente, não te desejo nada mais a não ser aproveitar esse pacote, que talvez - Muito provável-  tenha visto com defeito - sabe como são coisas da China - mas que você esperou tanto, e é tão bonito que quem se importa?

Uma vez, me lembro, disse-me que ver a felicidade alheia era algo horrível, se perguntava porque não era merecedor daquilo. Não vê que ela estava lá escondidinha, aguardando a grande hora para chegar? Porque ela chega, em forma de milhões, nomes ou risadas, uma hora chega.

Não acredito em horóscopo, sorte ou trevo, acredito em timing da vida, coisas e pessoas que tem que aparecer - ou desaparecer- de nossas vidas nos momentos certos. Momentos certos que quase nunca sabemos que são, mão são, você verá.

Isso é fé, crença ou otimismo? De jeito nenhum. Isso é amor, amor pela vida, amor pelo amanhã, amor pelo hoje.

Que você saiba aproveitar essa encomenda da China, mas se ela for tão frágil como a maioria dos produtos e não suportar as quedas e tropeções, lembre-se que a felicidade brinca de esconde-esconde, e que ela está sempre escondida, aguardando ser encontrada. Então, mesmo sem seu super apetrecho da China, não sai do jogo.