sexta-feira, 12 de junho de 2015

É cada coisa que escrevo só para dizer que te amo


Meu coração é egoísta, te juro, só cabe você. Ele sempre te esperou, não vê? Impossível me lembrar se todas as datas, porque todos os dias ao seu lado eu comemoro.
 De flores eu já passei, dizia eu; até o dia que flores você me deu. Adorei. Tanto quanto aquele beijo na testa  em despendidas, tanto quanto o aperto forte de mão que me dá; sinalizando que está tudo bem, tanto quanto nossas entregas sem fôlego nomeadas por loucos de fase.  Eu nomeio de amor.
Peço, acredite em minhas nomenclaturas. Os mais belos adjetivos já te dei, sem acrescentar advérbios, não precisamos de mudanças verbais. Podemos conjugar apenas o verbo amar, e passa-lo para o presente indicativo, presente perfeito e infinitivo. Dê pouca importância para o passado, te garanto, o verbo amar já passo por lá, mas sua casa é no infinitivo, não tem jeito. Para finalizar a aula de gramática do amor, te apresento minha oração subordinada: Te encontrar, virou apenas questão de fechar os olhos.

Que nossa classe gramatical não seja a mesma, mas que ao final de tudo, nossas concordâncias verbais sejam sempre "sim", " me desculpe ", " eu te amo".

Meu pronome pessoal é você, e neste caso, vou sempre amar falar em gramática.